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30/10/2019 21H40 CNA e Federações visitam produção de grãos, fibras e confinamento na Bahia

                                                 Comitiva visitou a sede do Grupo Captar Agribusiness

A missão técnica formada pela CNA e Federações de Agricultura e Pecuária visitou quatro propriedades rurais que são referências em inovação tecnológica no oeste da Bahia.

A iniciativa faz parte da programação na região para mostrar como o agro, a partir da determinação do produtor rural, contribuiu para o desenvolvimento local e para a economia do estado.

“Queria mostrar que a Bahia pode ser inserida entre os grandes produtores do país pela determinação do produtor e porque aqui tem alta tecnologia e as maiores produtividades de soja, milho e algodão. E isso é um exemplo muito bom para as outras federações”, destacou o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins. Ele ressaltou também que “a inovação tecnológica é irreversível”.

                                 João Martins e a vice-presidente da Faeb, Carminha Maria Missio

Segundo o diretor geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Daniel Carrara, disposição, força de vontade, empreendedorismo e tecnologia são os segredos para o oeste da Bahia ser exemplo de produção e produtividade. “Pudemos ver tudo isso aqui. Todas as produções que vimos têm essas características”.

O grupo iniciou a programação em Luís Eduardo Magalhães, na propriedade pertencente ao Grupo Captar Agribusiness, que atua principalmente no confinamento de bovinos para recria e engorda e cria de animais de terceiros. A empresa também tem um projeto de integração da cadeia produtiva da bovinocultura entre o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e o semiárido para levar tecnologia a pequenos e médios produtores.

“Com assistência técnica e integração da cadeia produtiva você consegue mudar a realidade da pecuária no Nordeste. E a Captar está focando nesse desafio”, explicou o proprietário da fazenda, Almir Moraes Filho.

                                                     Almir Moraes Filho e Humberto Miranda

Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), Humberto Miranda, a inovação tecnológica pode se adequar em qualquer realidade. “A inovação cabe a todos os setores. O que precisamos, com assistência técnica do Senar, é ter a sabedoria de aplicar o que é adequado para cada tipo de propriedade e produtor”.

Soja – Em seguida, a missão conheceu a Sementes Oilema, que trabalha com tecnologia de sementes de soja. São comercializadas por ano 750 mil sacas para o Matopiba além de Pará, Mato Grosso e Rondônia. “O nosso diferencial é uma semente de alta qualidade”, disse o diretor presidente, Celito Missio.

                                                                Grupo conheceu a Sementes Oilema

O grupo também foi a Schmidt Agrícola, que produz grãos, algodão e soja. O proprietário Moisés Schmidt falou sobre a história da atividade, administrada por quatro irmãos e que conseguiu resultados expressivos nos últimos anos. “Focamos em tecnologia e gestão. Esse sempre foi o nosso princípio”.

A última visita do dia foi a propriedade Ubahia, cooperativa criada por dois irmãos argentinos que processa algodão para exportação.

Miguel Geraldo Goldenberg, sócio da empresa, destacou a qualidade do algodão baiano. “O nosso produto aqui é muito conhecido pela qualidade e tentamos mantê-la para fornecer ao mercado internacional. Consideramos que 60% do que é produzido aqui vai pra exportação”, afirmou.

A missão também esteve no Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães, onde acontece um curso de monitoramento de pragas para mais de 250 pessoas, entre produtores trabalhadores e técnicos.

                             Tecnologia utilizada na Schmidt Agrícola chamou a atenção dos visitantes

Assessoria de Comunicação CNA